Depressão não é brincadeira. De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil 5,8% das pessoas sofrem com a doença. O problema é quem nem sempre o transtorno é tratado com a devida importância, isso porque muitas pessoas não entendem que não é uma simples frescura.

Entre os principais sintomas da depressão estão: cansaço excessivo, ansiedade, insônia ou sono em excesso, desânimo, tristeza profunda, irritabilidade, dores no corpo, perda ou ganho de peso sem razão. Quando algum desses sintomas aparecer, o primeiro a se fazer é procurar ajuda médica.

Mesmo com o tratamento psicológico em dia, muitas pessoas ainda optam por métodos complementares para lidar com a depressão, e o yoga é um exemplo disso. A prática constante possui inúmeras vantagens e ajuda a manter o corpo e a mente em equilíbrio.

Quer mais a respeito? Confira, a seguir, alguns benefícios do yoga para quem sofre com depressão.

Melhora a autoestima

Baixa autoestima também é um dos sintomas da depressão. A pessoa se sente mal com consigo mesma e , muitas vezes, não tem vontade nem de se arrumar. E mesmo que alguém elogie, na maioria dos casos, não enxerga beleza quando se olha ao espelho.

O yoga é uma prática de trabalha corpo e mente. Ao mesmo tempo que fortalece o físico, também equilibra as emoções. Com a prática constante, o praticante sentirá mais segurança em si e bem-estar.

Alivia sintomas de ansiedade

Ao contrário do que muitos pensam, ansiedade e depressão não são lados opostos. Ambos os transtornos andam lado a lado e podem prejudicar e, muito, a saúde do indivíduo.

Assim como o yoga trabalha a autoestima, o método ajuda a focar no presente, sem deixar que o praticante pense excessivamente no que está por vir. Técnicas de meditação também são utilizadas nas aulas para acalmar a mente, focar no agora e mandar toda a preocupação embora.

Promove o convívio social

Cada corpo reage de uma maneira, mas há pessoas que não se sentem bem em um círculo de amigos. Praticar yoga pode ser uma saída para a promoção do convívio social.

Se a pessoa se sente bem praticando yoga, poderá se acostumar, aos poucos, com uma sala com outros alunos. Pode ser instantâneo ou gradual, o importante é respeitar o tempo de cada um e incentivar a prática de atividade que a pessoa mais gosta.

Equilibra corpo e mente

Depressão é um estado longo de tristeza profunda, e quando uma área não está bem, nenhuma outra está. O yoga é uma prática que ajuda a manter o equilíbrio em um todo, garantindo que o corpo e a mente estejam em perfeita harmonia.

Ao praticar constantemente, sentirá todos os benefícios e verá como o yoga pode contribuir para a paz interior.

Na prática

Quer experimentar uma prática de yoga sem sair de casa? Confira, a seguir, uma sequência de asanas para a estabilidade emocional.

Sente no chão e coloque uma coberta por baixo dos glúteos. Cruze as pernas e deixe as palmas dos pés para cima. Una as mãos em namastê. Feche os olhos e mantenha a coluna reta. Respiração fluída, observe o momento. Relaxe a garganta. Permaneça na posição por alguns instantes, quanto achar necessário. Se quiser, pode entoar um mantra, como o om.

Relaxe e coloque as mãos sobre as coxas (palmas das mãos para cima). Inspire, abra os olhos e levante o queixo.

Fique em pé e, em seguida, alinhe os pés na ponta do mat e desça devagar até suas mãos chegarem ao chão. Lembre de manter as mãos alinhadas e a coluna reta.

Se quiser realizar outra variação, pode elevar os calcanhares. Dobre um pouco os joelhos e afunde a coluna. Mantenha a mão firme.

Depois de estabilizar a postura, estique as pernas. Mantenha a altura do quadril e leve os calcanhares em direção ao chão devagar. Permaneça na postura. Respiração fluída. Braços esticados, continue na postura. Foco no momento.

Se estiver realizando a prática em dupla, você pode pedir para o seu parceiro ajudar o asana com um elástico, para que consiga se estabilizar ainda mais. Permaneça na postura.

Volte devagar. Leve os pés próximo das mãos e suba lentamente.

Agora, pegue uma manta fina e coloque em cima do mat. Coloque os cotovelos sobre a manta e entrelace os dedos.  Abra o espaço entre o punho externo, coloque a cabeça (base posterior do crânio) rente as mãos. Observe o momento, sem pressa. Respiração fluída. Foque na base da postura (antebraço).

Estenda as pernas e deixe os calcanhares para cima. Coluna reta. Caminhe devagar, respiração fluída, sem pressa. Eleve uma perna e depois a outra. Permaneça na postura. Você também pode fazer ao lado de uma parede, caso não se sinta seguro. Estenda os calcanhares. Foco na postura, respiração fluída. Expanda o peito.

Abaixe uma perna devagar e depois a outra. Dobre as pernas e coloque os joelhos no chão. Testa na manta, braços estendidos e mãos abertas com as palmas para o chão. Permaneça na postura. Lembre de nunca levantar rápido, sempre no tempo adequado. Suba devagar.

Uma dica importante: nunca force uma postura. Caso não consiga realizar a invertida, tente aos poucos. Não se frustre, a flexibilidade vem com o tempo.

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Foto: LibelSanRo / Pixabay / CC0 Creative Commons