Ficar horas no celular sem se alimentar ou conversar com outra pessoa; manter o celular ligado 24 horas por dia; levar bateria ou aparelho reserva por todos os lugares que for; conferir a cada minuto mensagens de aplicativos ou chamadas; ficar incomodado quando um local não tem sinal; isso tudo pode caracterizar uma pessoa com nomofobia.

Nomofobia é um transtorno (fobia) da sociedade atual. De maneira geral, pode ser descrita como a angústia, ou grande desconforto, de não ter acesso ao celular, ou seja, a pessoa é totalmente dependente desse pequeno aparelho.

Infelizmente, muitas pessoas acabam por desenvolver esse transtorno e não se dão conta. Essa incapacidade de ficar sem acesso à comunicação por meio de celular não é brincadeira, já que também pode gerar sérios problemas físicos e mentais. Irritabilidade, medo, angústia, ansiedade, solidão, tristeza, estresse, crises de pânico, tontura, dor de cabeça, falta de ar, náuseas, aceleração cardíaca e suor em excesso estão entre esses sintomas.

Pessoas que sofrem com nomofobia também precisam da internet para se sentirem melhor com elas mesmas. Um comentário, um like, um compartilhamento, tudo isso ajuda a “desenvolver” uma falsa autoestima, que geralmente acaba quando não há conexão. Ao contrário do muitos pensam, reagir dessa maneira frente à vida real não é nada bom, pelo contrário. Normalmente indivíduos assim são inseguros.

Como ficar longe da nomofobia

A dependência do celular afeta não só a pessoa em si, mas todos em sua volta. Um relacionamento pode ser desfeito por conta desse transtorno, assim com a vida social de qualquer um que tiver com esse problema. Por isso, é de extrema importância ficar atento e evitar, ao máximo, o uso exagerado do aparelho celular. A palavra-chave é moderação.

nomofobia

Com dicas simples, você pode evitar, ou até reverter, casos de nomofobia. Confira algumas.

  • Não utilize o celular antes de dormir, pelo menos até duas horas antes de deitar. Além de não contribuir para uma possível insônia, essa é uma boa tática para não olhar o aparelho a toda hora.
  • Levantou? Esqueça o celular! Você realmente não precisa sair da cama e meter a cara nas redes sociais. Dê um tempo para você mesmo, tome banho, faça um bom café da manhã.
  • Refeição: hora sagrada. Tem a oportunidade de almoçar em casa com a família? Não leve o celular para a mesa. Mastigar bem e com consciência é fundamental para uma boa refeição. Inclusive, práticas como o mindful eating são ótimas para ajudar nesse quesito.
  • Ter amigos é muito bom. Já reparou como é gostoso contar com a amizade de alguém? Tente trocar a conversa via WhatsApp ou Facebook pelo cara a cara. Marque encontros, coma fora ou organize um jantar, saia para passear ao ar livre ou vá a um simples cinema. Verá como se sentirá melhor.
  • Quando o assunto é crianças, todo cuidado é pouco. Por isso, fique de olho em tudo o que os pequenos fazem. Nada de deixar livre o acesso ao celular, é preciso supervisionar o que estão fazendo ou assistindo. Crie limite de uso e estimule brincadeiras entre amigos, assim as crianças crescerão com outras prioridades.
  • Realizar alguma atividade física também pode ser benéfico. Além de ocupar o tempo com algo que dá prazer, trabalhará a mente e o corpo de maneira equilibrada. O mindfulness, por exemplo, é um método que foca no presente e ajuda indivíduos com problemas de autoconsciência e concentração. Experimente e verá todos os benefícios da prática.

Faça em casa

Fique atento ao celular e lembre-se de nunca abusar do uso desse aparelho. Se quiser iniciar uma prática saudável, como o mindfulness, confira o curso online da professora e especialista Tamara Russell.