Atualmente, basta darmos uma olhadinha nas redes sociais que logo nos deparamos com comentários superagressivos acerca de diversos assuntos. O oposto de uma comunicação não violenta.

O uso da agressividade ou mesmo de palavras de baixo calão estão constantemente presentes em nosso cotidiano. Mas como se afastar disso e não praticar esse tipo de comunicação?

Manter uma comunicação não violenta e leve é fundamental em qualquer tipo de relacionamento. Desde os interpessoais até os de negócios, por exemplo. 

No entanto, isso não é algo que aconteça de forma natural. É preciso treinar o nosso modo de falar, responder e ler as intenções de outras pessoas a fim de não dar impressões erradas. Mas, como fazer isso? 

Afinal, o que é?

Foi criada pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg. A comunicação não violenta, ou CVN como é conhecida, mostra como as formas culturais predominantes de nos comunicarmos podem, muitas vezes, nos levar a entrar em embates que poderiam facilmente serem resolvidos de outra forma. 

benefícios da comunicação não violenta

Segundo seu idealizador, a comunicação não violenta é baseada nos princípios da não violência. Isto é, partimos da premissa que somos todos compassivos por natureza e que estratégias violentas (verbais ou físicas) são aprendidas e apoiadas pela cultura dominante.

Existem várias formas de comunicação violenta que praticamos sem ter plena consciência, como, por exemplo: bullying; transferência de culpa; discriminação; falar sem escutar, reagir com raiva, agir na defensiva ou estar constantemente julgando a si próprio e os outros. 

Pois é, essas e outras características da nossa fala cotidiana podem criar ruídos. Pode, até, despertar respostas ainda mais agressivas nos nossos interlocutores. 

No ambiente de trabalho, os efeitos colaterais podem ser ainda piores, uma comunicação violenta pode prejudicar a produtividade e a integração das equipes, além de transformar o ambiente em um local com alto nível de estresse. 

Não confunda comunicação não violenta com passividade!

Antes de definir qualquer conceito sobre a comunicação não-violenta é preciso entender que, essa prática nada tem a ver com “engolir sapos”, mas sim, sobre evitar que isso aconteça. A comunicação não violenta nos ajuda a expressar o que estamos sentindo de forma honesta com nós mesmos e com os outros.

Como praticar a comunicação não violenta

Antes de qualquer coisa precisamos entender que, diferente do que se pensa, a comunicação não violenta nada tem a ver com falar baixo ou pausadamente. Ela é pautada na empatia e na expressão dos sentimentos de forma clara. 

Ou seja, a comunicação não violenta visa transformar o jeito que olharmos as pessoas e a nós mesmos para entendermos as situações de outro modo.  Mas, afinal, como praticar a comunicação não violenta? 

É importante frisar que um conflito só existe quando não se abre espaço para a escuta e o diálogo. Muitas vezes a violência é despertada pela forma como nos comunicamos, pelo tom da voz usado, pelas palavras que escolhidas, a forma como gesticulamos ou interrompemos nosso interlocutor. 

5 maneiras de começar a praticar a comunicação não violenta

Observe sem julgar 

Antes de responder qualquer coisa, descubra pontos em comum com o seu interlocutor e faça um balanço sobre o ocorrido e questione-se: você estaria irritado/chateada se estivesse em sua posição?

Mostre-se como realmente é 

Não tenha medo de ser vulnerável. São essas características humanas que fazem as pessoas se conectarem com você. Evite colocar uma máscara de durão ou tentar manter a imagem de controlador a todo custo.

Evite a autocrítica excessiva

Não seja tão autocrítico e não julgue a si mesmo. Caso cometa um erro, aprenda com ele e tente melhorar.

Reconheça seus sentimentos

Não guarde seus sentimentos e, quando estiver com raiva, expresse-a plenamente. Sim, é isso mesmo que você leu! Reconheça seus sentimentos e lide com eles. 

Quando tentamos extinguir a raiva, a primeira ação é culpar os outros, e sabemos que isso não é positivo.

Por isso, ao se deparar com uma ação que possa te tirar no seu centro, siga os quatro passos a seguir: 

a) pare, respire e observe; 

b) identifique os pensamentos e julgamento que está fazendo do seu interlocutor ou da situação; 

c) entenda suas necessidades e expresse-as para a outra pessoa em questão. 

Escolha bem suas batalhas

Quando receber ataques, não os responda prontamente, acalme-se antes de tomar qualquer atitude. Avalie a situação sob o ponto de vista do interlocutor e reformule sua resposta antes de expressá-la. 

Nos conflitos no ambiente de trabalho, redobre o cuidado e evite ao máximo rebater qualquer ataque de forma precipitada, pois, às vezes, no impulso em se defender de ataques, a situação pode piorar (e muito!).

Segundo Rosenberg, criador da técnica e autor do livro “Comunicação Não Violenta, 90% das pessoas sofrem por conta de suas interpretações. 

Então, podemos dizer que ao mudar a maneira de enxergar as situações, é possível perceber que o comportamento alheio não tem o poder de criar um sentimento dentro de você, pois o sentimento aparece a partir da avaliação que eu faço do comportamento do outro. 

Ou seja, fica claro que cada um é responsável pelos seus sentimentos, e as ações dos outros são apenas gatilhos, mas nunca a causa real deles.

Manter o controle e a atenção plena podem ser bastante valia na hora de praticar a comunicação não violenta. Conheça o curso Mindfulness Meditação em Movimento do Namu e comece o seu treino mental hoje mesmo. 

E aí, ainda descrente que a comunicação não violenta pode contribuir de alguma forma para melhorar a sua vida? Tente aplicar as técnicas com as pessoas ao seu redor e observe como elas reagem.