Ter mais controle sobre as suas emoções e não agir por impulso são alguns dos seus objetivos de vida? Saiba que a meditação pode ajudar a conquistar o autocontrole que você procura. 

Que atire a primeira pedra quem nunca agiu por impulso, explodiu, disse algo que não deveria ou gastou além do necessário e depois se arrependeu. 

Pois é, há quem consiga controlar melhor esses rompantes emocionais e extrapolar pouquíssimas vezes na vida. Mas, de outro lado, existem também aquelas pessoas que, por mais que se esforcem, não conseguem manter o autocontrole das emoções tão facilmente.

Uma pesquisa realizada pela Universidade da Pensilvânia com mais de dois milhões de pessoas pediu para que os participantes fizessem uma lista apontando seus pontos fortes em 24 habilidades diferentes. Surpreendentemente, o autocontrole foi o último da lista. 

Mas, afinal, o que é autocontrole?

Autocontrole é a habilidade de estar cientes de nossas emoções, em especial as mais fortes, e poder controlá-las. Ter raiva de algo e não explodir é um exemplo do que podemos considerar autocontrole. 

A capacidade de autocontrole também pode estar associado ao fato de tentarmos manter o foco durante a realização de uma tarefa que deve ser realizada sem distrações, por exemplo. 

Mas o que acontece quando não nos sentimos emocionalmente fortes para nos manter no controle da montanha-russa de emoções que pode ser o nosso cérebro?  

Antes de perder seu autocontrole, procure respirar, pensar sobre ela, questioná-la e enfrentar suas respostas internas. Procurar entender os motivos que levam você a perder o controle é um importante exercício. E deve ser feito com frequência. 

Ao trabalhar esses sentimentos é possível notar mudanças perceptíveis na forma como você lida em situações problemáticas. 

Como a meditação pode ajudar

Segundo Elisa Harumi Kozasa, neurocientista do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, a meditação literalmente modifica as áreas cerebrais. “O córtex fica mais espesso em partes relacionadas à atenção, à tomada de decisões e ao controle de impulsos”. 

Mas não estamos falando na supressão das emoções, mas em seu autocontrole. Ou seja, a ideia aqui não é ensinar você a engolir sapos ou forjar um pensamento positivo quando ele não existe.

autocontrole

Suprimir a raiva ou o estresse é autoilusão e não autocontrole. Por isso, é preciso entender o que causa os impulsos de raiva e explosões ao invés de  rejeitá-lo. Mas como conseguir manter o controle emocional diante de tais situações? Respirando fundo! 

Buda já defendia a meditação com controle da respiração como uma maneira de alcançar a iluminação. E a ciência veio comprovar. 

De acordo com Richard Brown, professor de Psiquiatria da Universidade de Colúmbia e coautor do livro “The Healing Power of the Breath” – O Poder de Cura da Respiração, em tradução livre, mudar a maneira como você respira de forma consciente parece emitir sinais para o cérebro ajustar o ramo parassimpático do sistema nervoso. 

Isso ajuda a diminuir a frequência cardíaca e a velocidade da digestão. Além de promover uma sensação de calma, e também do sistema simpático. Que é responsável pelo controle da liberação de hormônios do estresse como o cortisol, explica. 

Durante a prática da meditação aprendemos diversas técnicas que ajudam a focar a concentração em nada além da respiração e dos sentidos. E esses exercícios podem melhorar sua autoconsciência e a habilidade do seu cérebro em resistir aos impulsos destrutivos.

Exercício de meditação para ajudar no autocontrole

Sente-se no chão sobre uma almofada com as pernas cruzadas ou na cadeira com os pés apoiados no chão. O importante é estar confortável; 

Procure manter a coluna ereta e os ombros, braços e músculos da face relaxados; 

Mantenha os olhos fechados ou semiabertos com o olhar direcionado para o chão; 

Traga sua atenção para o momento presente, percebendo seu corpo, seu espaço, sua presença; 

Tome consciência da sua própria respiração, sem julgamento, apenas observando o seu ritmo, intensidade e os movimentos respiratórios em seu corpo; 

Perceba quando a mente se distrai e, gentilmente, traga-a de volta para o eu objeto de atenção, a sua respiração; 

Comece a interferir na sua respiração, buscando deixá-la mais ampla e profunda. Sem esforço, inspire profundamente e expire lentamente; 

A expiração é um pouco mais lenta que a inspiração. Conforme o ar sai, imagine que junto saem as tensões acumuladas, distrações e preocupações; 

Procure manter o seu interesse e foco apenas nisso por 2 minutos a 5 minutos (você pode ir aumentando esse tempo conforme pratica e sente que está fácil e agradável); 

Depois, vá deixando a respiração voltar ao seu ritmo natural; 

Perceba o seu corpo, o ambiente e vá fazendo movimentos suaves, primeiro com os dedos das mãos e pés,  aumentando gradualmente; 

Dê uma boa espreguiçada, e pode levantar. 

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