O desejo de perder alguns quilos faz com que muitas pessoas acabem por aderir a “dietas da moda”. O jejum intermitente, por exemplo, está entre elas. Mas o que muitos não sabem, é que essa ideia de se abster dos alimentos não é de hoje. Os nossos ancestrais já realizavam um tipo de jejum, já que eram obrigados a caçar a própria comida.

O jejum intermitente é um regime alimentar que é caracterizado por ficar alguns períodos do dia sem se alimentar, ou seja, você não pode comer nada durante as horas estipuladas. Água e bebidas sem calorias são os únicos alimentos liberados. A ideia é intercalar o período entre jejum e alimentação regular.

Essa dieta é uma forma de perder peso, ou manter o corpo desejado, sem abolir de vez os alimentos que tanto gosta. Mas como funciona o jejum intermitente?

Tipos de jejum intermitente

Existem diversas formas de realizar o jejum intermitente, cabe ao indivíduo optar pelo que mais lhe convém, claro que com a orientação médica.

Com a nova onda de buscas pela dieta, muitos decidem adotar essa restrição alimentar sem ao menos procurar a ajuda de um nutricionista, o que não é nada bom. Não é aconselhável retirar alimentos por longos períodos sem saber como o seu organismo está e sem o aval de um profissional, por isso fique atento.

Entre alguns dos métodos do jejum intermitente estão: 16/8, 5:2 e 24 horas. O método 5:2 libera cinco dias para a alimentação normal, ou seja, você pode comer o que tem vontade nesse período. Nos dois restantes, os alimentos sólidos são retirados por completo e as calorias se resumem a 25% das ingeridas diariamente.

Já no método 16:8 os pacientes se alimentam durante 8 horas seguidas. Após esse período, o jejum dura 16 horas. O 24 horas é quando o indivíduo realiza um jejum durante o dia inteiro, apenas ingerindo líquidos que não têm calorias, como a água. Normalmente, esse jejum é realizado uma vez por semana.

Lembrando que nenhum desses métodos devem ser adotados sem a devida orientação de um nutricionista. Realizar dietas restritivas incorretamente pode desencadear inúmeros problemas de saúde, tanto na área física quanto na mental.

jejum intermitente

Devo ou não devo fazer jejum intermitente? O que devo comer?

Muitos se perguntam se realmente vale a pena fazer esse tipo de jejum, já que a recomendação é comer de três em três horas. A questão é que independente da escolha, é preciso ter uma alimentação rica em nutrientes.

O ideal é montar um cardápio completo, ou seja, que contenha todos os nutrientes necessários para manter o organismo em dia. Já imaginou como estaria o seu corpo se ficasse horas sem se alimentar e, quando chegasse o momento, recebesse alimentos pobres em vitaminas e minerais e ricos em açúcar, sódio e conservantes?

A alimentação pós-jejum, assim como qualquer outra, deve conter alimentos energéticos (carboidratos com boas fontes de fibras), construtores (proteínas) e reguladores (alimentos como frutas, legumes e verduras).

Você deve optar por uma alimentação funcional. Evite ao máximo ingerir alimentos industrializados (comidas congeladas, sucos de caixinha, refrigerante, doces) e produtos refinados (açúcar branco, arroz branco, massas brancas). Tornar isso um hábito certamente te ajudará.

Pessoas vegetarianas ou veganas também realizam esse tipo de jejum, já que as proteínas podem ser adquiridas em alimentos naturais como as leguminosas (feijão, grão de bico, ervilha, lentilha, fava, soja, etc) e folhas verdes.

Prós

Quando bem feito, o jejum intermitente pode oferecer alguns benefícios ao praticante. Controle de glicemia e insulina, controle e redução da gordura abdominal e desintoxicação corporal estão entre algumas vantagens de aderir a dieta. Além disso, o método pode ajudar a emagrecer, prevenir doenças cardiovasculares e reduzir a pressão arterial.

Contras

Ficar muitas horas sem comer pode não ser muito bom para algumas pessoas, principalmente para diabéticos, crianças, pessoas com doenças crônicas específicas, grávidas e mulheres em período de amamentação. Essas pessoas não podem fazer jejum intermitente. A verdade é que ninguém deve adotar essa dieta sem consultar um médico. Pessoas com transtornos psicológicos e emocionais também devem estar atentos.

A falta de orientação pode levar a pessoa a desidratação, desnutrição e fraqueza muscular. Tontura, falta de concentração e alterações de humor também estão entre os possíveis efeitos colaterais.

Não há uma resposta definitiva sobre essa dieta. Pesquisas ainda estão sendo realizadas sobre os reais benefícios e/ou malefícios do método.

Vai de cada um decidir se adere ou não ao jejum intermitente. Por isso, mais uma vez, procure a orientação de um profissional antes de qualquer escolha. Há nutricionistas que são a favor, outros são contras. Converse com o seu tire todas as suas dúvidas.

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