A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) exige que estabelecimentos que comercializam alimentos cumpram diversos requisitos de qualidade e normas para garantir a segurança alimentar dos consumidores.

Possuir uma estratégia ou conjunto de ações que possibilite o direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade é essencial para o bem da população. 

Segundo conceito divulgado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), o  modelo de produção e consumo de alimentos é fundamental para garantir a segurança alimentar e nutricional. 

“Pois, para além da fome, há insegurança alimentar e nutricional sempre que se produz alimentos sem respeito ao meio ambiente, com uso de agrotóxicos, ou, ainda, quando há ações, incluindo publicidade, que conduzem ao consumo de alimentos que fazem mal a saúde ou que induzem ao distanciamento de hábitos tradicionais de alimentação”. 

Mas, afinal, o que é segurança alimentar?

Segundo o Codex Alimentarius, um alimento seguro é aquele que não proporciona risco algum no seu consumo. Isto é, o alimento não deve causar dano ao consumidor de forma alguma.

E para evitar possíveis toxinfecções alimentares, os produtos seguros não podem conter qualquer impureza que possa colocar em risco a saúde do consumidor. Veja quais são eles: 

Contaminantes físicos: metais, plásticos, fragmentos de insetos ou roedores; 

Contaminantes químicos: sanitizantes, drogas veterinárias, pesticidas e metais pesados;

Contaminantes biológicos: bactérias, fungos, toxinas e vírus.

Segurança alimentar ou segurança de alimentos: você sabe a diferença? 

Muitas pessoas acreditam que segurança de alimentos e segurança alimentar são a mesma coisa. Mas que existe uma grande diferença entre elas.

Primeiramente, segurança de alimentos é feita em nível industrial e comercial (bares, restaurantes ou padarias), e até mesmo em casa.

o que é segurança alimentar

Já a segurança alimentar é uma questão de saúde pública. Pois trata de projetos relacionados à qualidade nutricional e disponibilidade de alimentos seguros para consumo da população.

Por que foi preciso instituir uma lei que garantisse a segurança alimentar? 

Para entender a sua necessidade é mais fácil entender o seu conceito. Conforme Lei nº 11346, a segurança alimentar é definida como “realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis”.

Isso significa que todo ser humano tem direito ao acesso a alimentos seguros e nutritivos. Independentemente de raça, religião, sexo ou região. Ou seja, uma família é considerada em situação de segurança alimentar a partir do momento em que nenhum dos membros passa fome ou vive sob medo de inanição.

A crise dos alimentos, de 2007 e 2008, é um exemplo que gerou uma alta nos preços de diversos alimentos, como o trigo e o milho, o que levou uma série de países a restringir o consumo, subsídio e exportação de determinados bens. Uma das suas consequências foi o aumento dos índices de fome, subnutrição e miséria.

Isso porque os aspectos que levam uma sociedade a um estado de insegurança alimentar são muitos. Entre eles estão: 

  • O crescimento da população
  • As mudanças climáticas
  • O aumento exorbitante dos preços dos grãos
  • Perda de terras agrícolas para desenvolvimento industrial
  • Má distribuição de renda
  • Conflitos políticos
  • e muito outros.

Por que a segurança alimentar é importante para os negócios? 

Garantir a segurança alimentar de seu estoque pode gerar uma boa dose de incertezas. E não é à toa, afinal, este é um fator de risco para quem atua no segmento de alimentos. 

Para se ter uma ideia, 200 tipos de enfermidades estão ligadas a falta de segurança alimentar. Inclusive alguns tipos de câncer.

Entre os principais motivos que faz com que alguns alimentos se tornem inseguros estão, por exemplo, a falta de higiene da equipe que manipula o alimento,  armazenamento e preparação incorretos, ou mesmo uso de substâncias tóxicas, como pesticidas e metais pesados, durante o plantio.

Como garantir uma boa segurança alimentar?

Como todos os indícios mostram, a segurança alimentar é extremamente necessária para o bem-estar da população. Pensando nisso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) listou algumas atitudes eficazes para garantir a segurança alimentar:

  • Ter cuidado máximo com a higienização dos alimentos, mantendo-os sempre limpos e frescos;
  • Separar alimentos cozidos de alimentos crus;
  • Controle e manutenção da temperatura à qual os alimentos serão submetidos, tanto na conservação quanto na preparação;
  • Higienizar os utensílios e materiais a serem utilizados no preparo dos alimentos, mantendo-os livres de bactérias ou outros agentes nocivos;
  • Lavar e higienizar adequadamente frutas, legumes e verduras, para retirar qualquer resíduo de agrotóxicos.

Conhecer um pouco mais sobre segurança alimentar é sempre bom, não apenas para quem trabalha no setor alimentício, mas também para quem consome, ou seja, todos nós. A alimentação saudável é um direito de todos e, estar ciente do que diz respeito a segurança do que colocamos na mesa de casa é um grande passo para consumir mais saúde em todos os âmbitos.

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