O Goji Berry é uma frutinha que vêm das profundezas da Ásia, das montanhas do Tibete. Ela têm sido usados ​​na medicina tradicional chinesa há milhares de anos. E nos últimos anos tem havido interesse das pessoas, pois dizem que seu consumo contribui para o tratamento de diabetes, hipertensão, febre e várias tipos  de câncer.

Os holofotes da mídia sempre apontam para algum novo alimento da moda capaz de “resolver todos os problemas”, “curar todos os males” e, ainda por cima, “ajudar a emagrecer”. E o goji berry é a frutinha milagrosa do momento, no entanto, as pesquisas que comprovam a eficácia das suas ações ainda estão em andamento.

Semelhante a um tomate-cereja – o goji berry é uma solanácea, ou seja, é da mesma família dos tomates –, esse fruto é conhecido por seus efeitos medicinais. É muito popular na Ásia, onde é utilizado há mais de 3.000 anos. Por aqui, é encontrado mais comumente na forma da fruta seca, vendida a granel ou em embalagens plásticas.

Por que consumir goji berry

Mesmo com pesquisas ainda sendo feitas, vários estudos já comprovaram o poder dessa frutinha. De acordo com a nutricionista Thais Tomé, os polissacarídeos presentes no goji berry formam a maior parte de sua constituição e, em estudos experimentais em animais, demonstraram produzir efeitos no combate da infertilidade, hipertensão, colesterol alto e na regulação da glicose na corrente sanguínea.

“O segundo maior grupo de metabólitos desse alimento são os carotenoides. Eles atuam como antioxidantes ajudando no combate ao envelhecimento e melhorando a visão. A fruta contém ainda as vitaminas B1, B2 e vitamina C, que combatem os radicais livres. Se ela for consumida desidratada, possui o mesmo teor de vitamina C que limões frescos”, afirma Tomé.

goji berry

Goji berry e outras frutas

Apesar de não ser possível encontrar a mesma combinação de vitaminas e propriedades presentes na goji berry, frutas como laranja, banana e jabuticaba contém vitaminas como B1, B2, C e antioxidantes.

A jabuticaba, por exemplo, fruta típica brasileira, é rica fonte de minerais como fósforo e potássio. Ela também possui cálcio, ferro e vitaminas B e C, melhora a pele, os cabelos e a circulação sanguínea. Além de tudo isso, o quilo da jabuticaba pode ser até dez vezes mais barato do que o goji berry.

Goji berry emagrece?

Se depender de algumas notícias veiculadas na mídia cotidianamente, sim. “A dieta do goji berry das celebridades” promete emagrecimento, diminuição das celulites, barriga seca e vários quilos a menos. Mas não é bem isso o que pensam especialistas que costumam utilizar a fruta em consultório com seus pacientes, como é o caso da naturopata Célia Mara Garcia.

“Ela até ajuda até a emagrecer, mas não como a mídia tem proposto. Obviamente que é bom consumir alimentos ricos em antioxidantes, como todas as frutas vermelhas, mas é lógico que a pessoa tem que ter uma dieta equilibrada e saudável aliada à prática de atividade física. Não existe meio de emagrecer sem casar essas práticas”, garante.

A opinião é compartilhada pela nutricionista Lenycia Neri, da Nutri4Life Consultoria em Nutrição. Para ela, apesar de o goji berry poder ser considerado mesmo um “superalimento” pelos seus efeitos benéficos para a saúde, é preciso ter cautela. “Apesar destes efeitos, nenhum alimento sozinho pode ser considerado panaceia ou milagroso, já que é o conjunto da alimentação do dia a dia do indivíduo que irá nutrir o corpo e ajudar na prevenção de diversas doenças”, opina.

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Medicina tradicional chinesa

Na medicina tradicional chinesa, o goji berry é muito ligado à deficiência dos rins, como explica a especialista em dietoterapia Marli Porto. “De acordo com a tradição, o uso desta fruta, que tem a natureza amarga e características de nutrir o rim (shen) e o coração (xin), promove melhoras nos quadros de insônia, agitação mental, palpitações, ansiedade e também na melhora da função sexual, melhorando a libido, a impotência e a infertilidade”, diz.

No entanto, segundo ela, a medicina chinesa não relaciona o goji berry ao processo de emagrecimento, mas sim, a uma melhora do processo de digestão.

Como consumir

A naturopata Célia Mara conheceu o goji berry há 30 anos por meio da medicina chinesa. Desde então, ela consome e recomenda o fruto para seus pacientes. “Eu sugiro uma colher de sopa por dia dessa frutinha, que pode ser reidratada, já que no Brasil a gente costuma encontrar ela desidratada. Pode deixar de molho e bater com água de coco, misturar com frutas. Uma maçã, uma pera, amêndoas, gengibre, ou até misturar no suco verde se quiser”.

Se a ideia for consumir a fruta seca em porções, ela pode ser lavada e deixada na água por 15 minutos para que fique mais macia, além de hidratar as fibras e potencializar seus efeitos benéficos. Ela também pode ser adicionada à salada de frutas ou em outra receita que utilize frutas secas.

Riscos na dieta

É necessário também precaução com o consumo excessivo da fruta, principalmente em função da alta concentração de vitamina C. A máxima ingestão diária dessa substância não deve ultrapassar 2.000 mg e o seu excesso por longos períodos de tempo pode causar problemas, como cálculos renais, distúrbios gastrintestinais e incômodo na bexiga.

Estudos apontaram que o excesso também pode ser perigoso em virtude da interação dos princípios do goji com medicamentos, como anticoagulantes ou fármacos para o controle glicêmico e de pressão. Para não ter problemas, quantidades superiores a 45 gramas por dia devem ser evitadas.

Consulte um nutricionista para consumir os alimentos da forma correta e obter todos os benefícios. Também não deixe de conhecer nossos cursos online de alimentação saudável, não irá se arrepender!